“Ana, fecunda raiz, que
de Jessé germinou, produz o ramo florido do qual o Cristo brotou. Mãe da mãe
santa de Cristo, e tu, Joaquim, Santo Pai, pelas grandezasda filha, nosso
pedido escutai”
Deus sempre e fiel em suas promessas, e o Salmo 131 nos diz
que: “O Senhor jurou a Davi; verdade da qual
nunca se afastará”, O
fruto do teu ventre hei-de colocar sobre o teu trono![...] Realmente o Senhor
escolheu Sião, desejou-a para sua morada: “Este será para sempre o
lugar do meu repouso, aqui habitarei, porque o escolhi.”
Ana e Joaquim, sem
dúvida , pertenciam ao grupo daqueles Judeus piedosos que esperavam a
consolação de Israel, e precisamente a eles foi dada a tarefa especial, na
História da Salvação: Foram escolhidos por Deus, para gerar a IMACULADA que,
por sua vez, é chamada a gerar o Filho de Deus.
Os nomes e alguns aspectos da vida dos pais da
Bem-Aventurada Virgem Maria, nos foram transmitidos através de um texto não
canônico, o Protoevangelho de Tiago.
Diz-se que, Ana, cujo nome em Hebraico significa
“Graça” , pertencia à família do Sacerdote Aarão e seu marido Joaquim pertencia
à família real de DAVI. Podemos dizer que Ana e Joaquim formavam um casal
exemplar, piedosos e tementes ao Deus de Israel.
Cumpriam com todos os preceito prescritos na lei e
em tudo eram obedientes.
O que causava dor e sofrimento era motivo de
súplicas incessantes do já idoso casal era a ausência de filhos. Joaquim, por
várias vezes, foi censurado pelo sacerdote Ruben, por não ter descendente.
Um certo dia Joaquim retirou-se para o Deserto para
rezar e fazer penitência e entre lágrimas e súplicas clamava ao Deus de seus
pais em quem depositava toda sua confiança.
Enquanto Joaquim, em humilde oração e com o rosto
no chão entoava cânticos e louvores, o Anjo do Senhor lhe apareceu, dizendo que
Deus escutou as suas preces e que voltasse para casa pois sua esposa Ana logo
engravidaria.
A paciência e a resignação com que sofreram a
ausência de filhos, foram a razão de serem premiados com uma linda menina, que
haveria de ser a mãe do Messias, o Emanuel “Deus Conosco”.
Uma antiga tradição nos diz que o Santo Casal, Ana
e Joaquim, moravam em Jerusalém, ao lado da piscina de Betesda, onde hoje se
ergue a Basílica de Santa Ana, e foi ali que, também, segundo uma antiga tradição nasceu-lhes um linda filhinha que recebeu o nome de MIRYAN= em
hebraico= Maria= Soberana.
A Pequena Princesa era acalentada em seu sono por
seus orgulhosos pais, era a tão esperada; Dizem que os Anjos de Deus montavam
guarda junto ao seu berço, e que entoavam as mais belas melodias para embalar
seus sonhos.
Quando a pequena Maria completou três anos, seus
pais decidiram leva-la ao Templo para o cumprimento da promessa; Joaquim e Ana,
com os corações apertados, carregavam nos braços aquela que seria a nova Arca
da Aliança.
Ana, plenamente convicta de sua decisão, disse ao
Sacerdote Zacarias: “Recebei-a e conduz nos sacrais do Templo do Senhor, e
guardai-a. Ela me foi dada em fruto e prometida; conduzi-la com alegria, a ELE
com fé”.
A pequena Maria beija, com afeição e carinho as
mãos de seus pais, e deles implora suas bençãos... E lá permaneceu até a idade
de 12 anos.
Pouco tempo depois Joaquim e Ana mudaram-se para
Nazaré da Galileia, e la viveram por mais algum tempo juntos. Joaquim, já com
idade bastante avançada, veio a falecer antes mesmo que Maria retornasse do
Templo.
Dona Ana, ficando viúva, não tinha outra
preocupação que não fosse sua filha , a Jovem e Bela Maria, agora de Nazaré.
Tão logo Maria retornou do Templo, e em comum acordo com os Sacerdotes , Ana
pensou no futuro de sua menina, pensou que ela precisaria de proteção e amparo,
pois Ana também já estava com idade avançada.
Entre todos os pretendentes da jovem Maria, um
jovem chamado José, cuja profissão era desempenhada com arte e beleza, era
homem simples , honrado e estimado por todos, era conhecido com JUSTO.
Ana, por certo, acompanhou todos os momentos
decisivos da História da Salvação, desde a Anunciação do Anjo, que foi em sua
casa, o casamento de Maria e Jose, preparou os alimentos e agasalhos para a
viagem de sua filha e seu genro ate Belém.
Seu coração de mãe ficou apertado ao ver, Maria já
no final da gravidez, partir sentada no burrinho Sorec e puxado por José.
Ana recebe noticias: Maria e José, são obrigados a
fugir para o Egito!
Foram cinco anos de espera, Ana aguardava ansiosa
pelo momento de ter em seus braços, seu neto, o Messias esperado.
Com a chegada da Sagrada Família, a casa de Ana em Nazaré enche-se de alegria, Ana afaga o pequeno menino, coloca em seu colo de
Vó, conta historias de heróis e com ele troca segredos ,e prepara deliciosas
guloseimas que somente as Avós, sabem fazer.
No colo de Ana o Menino Jesus adormece acariciado
por suas mãos enrugadas e marcadas pelo tempo, sua voz cansada acalenta seus
sonhos com cantigas de ninar, e seus lábios não cessam de beijar seus cabelos.
Jesus experimentou a ternura e o amor de sua Vó
ANA!
Que Deus abençoe todos os Avós!